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Road Trips - Norte de Portugal

Para onde vamos? Qual é o caminho para lá chegar? De mota ou de carro? Estas talvez sejam algumas (das muitas) questões que são colocadas quando se começa a planear uma road trip. Se para uns pode ser fácil responder, para outros é um verdadeiro quebra cabeças. Primeiro, porque provavelmente os melhores percursos são aqueles que não costumamos encontrar facilmente no mapa e, em segundo, porque normalmente neste tipo de viagem não conta só a deslocação em si, mas também os pontos de paragem. Paisagens, rios, montanhas, aldeias, campos, pontes. Quais são as tuas principais referências? O que queres ou esperas encontrar durante o caminho?


Restaurantes e Tascas

Entrar no sítio certo é mais difícil do que se imagina. A teoria do "siga as pessoas"  pode nem sempre funcionar a nosso favor. Afinal de contas, todas essas pessoas que estaremos a seguir podem estar erradas.  Na verdade, escolher a tasca certa pode ser literalmente um desafio. Quais os motivos? Falta de informação, localizações menos acessíveis... e por ai adiante.


Ao contrário dos restaurantes, não oferecem, à primeira vista, uma garantia de qualidade. Também não aparecem com tanta frequência nos guias turísticos mais conhecidos. É mais provável que saibas mais sobre as principais tascas locais em blogues ou outras publicações online regionais. Já para não falar que muitas vezes estão "escondidas" dos olhares mais curiosos.

Preconceitos, suposições, teorias e medos à parte, a verdade é que muitas vezes estas tascas são o ponto alto da viagem de quem procura conhecer pratos autênticos, tradicionais e verdadeiramente representativos de uma região. Desculpem-nos os restaurantes, mas hoje vamos explicar quais são as 5 perguntas que deves fazer para saber se entraste na tasca certa.

1 - Todas as tascas são normalmente conhecidas por terem uma ou mais especialidades. Portanto, a primeira pergunta deve ser: Qual é a especialidade da casa?

Procura saber quais são os pratos pelos quais são conhecidas as tascas da região. Se já estiveres à porta de uma, tens duas opções: uma consulta rápida no teu smartphone ou, se não tiveres vergonha de o fazer, parar alguém na rua e perguntar. Não custa nada (são só alguns minutos do teu dia), e pode salvar-te de uma experiência.. menos agradável.

2 - Tem lugares sentados? Servem ao balcão? É preciso fazer uma reserva? Posso aparecer sem aviso prévio e vou conseguir almoçar/jantar?

Várias perguntas que se transformam numa só. Pode não ter lugares sentados. O serviço pode ser feito ao balcão. Talvez exijam que seja feita uma reserva. Ou então é à antiga e senta quem chegar primeiro. É um dilema, porque muitas vezes as melhores experiência surgem sem qualquer tipo de planeamento (do género, passar por uma tasca e, por qualquer motivo que não sabemos explicar, decidir entrar), mas se não quiseres correr riscos, informa-te primeiro.

3 - Qual é o vinho tinto da casa? E o branco? De qual região são?

O vinho da casa pode ser uma peça importante para desvendar a qualidade do serviço ao cliente. Primeiro, porque é sinónimo de preocupação por parte dos responsáveis na escolha dos vinhos que servem, e, em segundo, porque provavelmente o mesmo se passará com a comida. Engane-se quem pensa que uma tasca tem uma obrigação menor do que a de um restaurante na seleção de vinhos. As boas, vão surpreender-te.

4 -Como é a decoração do espaço? Qual é o serviço de loiça que utilizam?

Ninguém está à espera de ver um candelabro de cristal à entrada. Mas há determinados detalhes em que, com mais ou menos atenção, todos reparamos. Tenha traços decorativos mais contemporâneos ou mais rústicos, seja a loiça mais ou menos antiga, uma coisa é certa: as tascas têm a capacidade de nos fazer sentir em casa. E, em casa, independentemente do grau de exigência, há coisas das quais não abdicamos. 

5 - Chegas à porta de uma tasca que (ainda) não conheces. As pessoas estão sozinhas ou acompanhadas?

Quando a experiência é boa, não demoramos muito tempo até partilhá-la com amigos. Embora esta não seja uma condição sine qua non, em caso de dúvida, pode servir para desempatar. Não precisas de ficar a observar do exterior todas as pessoas que estão dentro da tasca. Basta uma passagem de relance para ficares com uma pequena ideia do ambiente no seu interior. 


Bacalhau à Gomes de Sá

O Douro, o Minho e Trás os Montes são três regiões do Norte interior e litoral de Portugal que andam de mãos dadas com a gastronomia. Para alguns, que são provavelmente muitos, é quase indissociável qualquer tipo de viagem que cruze os seus territórios sem uma pequena paragem para uma visita ao cabrito assado no forno, à feijoada na versão transmontana, ao arroz de cabidela, às papas de sarrabulho e a muitos outros pratos, sejam eles entradas, principais ou sobremesas, que poderiam figurar neste lote.


Cidades a menos de 1 hora do Porto

Quando pensamos em viajar, é natural que a mente nos leve para longe. Bem longe. Os destinos mais longínquos costumam surgir primeiro. Depois, à medida que a realidade vai novamente tomando conta de nós, a área de alcance começa lentamente a diminuir. Até que acordamos. Este processo costuma repetir-se porque, a maior parte das vezes, ignoramos os locais que nos estão mais próximos. Estão já ali. Tão perto que ficam sempre para depois.


Quando começas a percorrer o mapa para definir um roteiro alternativo, facilmente o tempo se mistura com os quilómetros. E esses quilómetros vão acumulando até ao ponto em que um pequeno passeio a 10 minutos do Porto se transforma num fim de semana de mochila às costas a mais de 200 km de distância. Nada que seja irreversível, é claro. Afinal de contas, podes sempre regressar pelo mesmo caminho.

Infelizmente (ou felizmente) nós não fomos tão longe. Mas talvez vás demorar um pouco mais de 1 hora até chegar a estas 5 cidades. Vê pelo lado positivo: em todas elas é possível ir e voltar no mesmo dia.

Arouca

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Arouca é um concelho gastronomicamente rico. Começando pelos animais de raça arouquesa, uma denominação de origem protegida e certificada desde 1998. Criados em liberdade pelas encostas das serras circundantes, são alimentados à base da vegetação natural, facto que tem influência direta na forma como a carne chega ao prato: tenra e extremamente saborosa. 

Mais há mais. Tens inúmeros percursos pedestres que podes percorrer: os Caminhos do Montemuro, Caminhos Vale do Urtigosa, Caminhos do Sol Nascente, Cercanias da Freita, Caminho do Carteiro, entre outros. Várias praias fluviais (Albergaria, Areinho, Espiunca, Janarde, Meitriz, Paradinha e Vau) e os imperdíveis Passadiços do Paiva, que convidam os mais corajosos a percorrer 8 km de subidas e descidas (prepara-te para enfrentar muitos lances de escadas) ao longo da margem esquerda do Rio Paiva.

Distância: 59 km

Tempo estimado de viagem: 50 minutos

Amarante

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Património, cultura e paisagem. Estas são as 3 palavras utilizadas pela Câmara Municipal de Amarante para começar a descrever a sua cidade. E acrescenta: "Por quantos roteiros definem o concelho, tantas podem ser as imagens e os sabores que os visitantes levam no regresso: arquitetura, religião, arte, natureza, gastronomia. Descobrir Amarante é uma aventura que apetece viver".

Não há dúvida que há muito por descobrir em Amarante. A pé, as ruas antigas vão levar-te até uma ponte de pedra que paira sobre o rio Tâmega. O centro histórico, apaixonar-te-á com os seus edifícios da Idade Média. Se precisares de um incentivo extra para te renderes, sugerimos que visites os seguintes pontos de passagem: Convento e igreja de S. Gonçalo, Museu Amadeo de Souza-Cardoso e o Solar Magalhães.

Distância: 61 km

Tempo estimado de viagem: 43 minutos

Baião

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Diz-se que Baião é uma terra milenar, mágica, de sabores, cultura e aventura. Mas é o seu património natural que surpreende. O território que de si faz parte vai desde o rio Douro até ao alto do Marão. E a vida desenrola-se entre um e o outro. Pelo meio, há sempre tempo para conhecer (ou fingir que ainda não se conhece para repetir a experiência) o sabor inconfundível do fumeiro tradicional: o salpicão, a linguiça, a alheira, o presunto, a moira e a farinheira. Sair de Baião sem provar os seus produtos tradicionais é considerado pecado.

Todos os anos milhares de visitantes são ainda atraídos por dois eventos gastronómicos de classe mundial: O Festival do Anho Assado com Arroz do Forno e a Feira do Fumeiro, Cozido à Portuguesa e dos Vinhos de Baião. Há poucos pretextos tão bons para nos fazermos à estrada. Uma espécie de vou ali, já volto e trago comigo um bocadinho de Baião.

Distância: 72 km

Tempo estimado de viagem: 55 minutos

Valongo

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De todas as hipóteses, Valongo é provavelmente a que fica mais perto. Tão perto que praticamente dispensa grande parte dos preparativos de uma viagem. No entanto, a pluralidade dos seus espaços, divididos entre o vale e a serra, aliada às suas tradições gastronómicas (o pudim de pão, a sopa seca, os doces, vinhos verdes...) e à sua geografia, capaz de esconder lugares que nos fazem recuar no tempo, gritavam-nos pela inclusão nesta lista.

Valongo reúne as condições perfeitas para quem quer fugir ao stress da semana, mas não tem propriamente muito tempo livre para o fazer. Caminhadas, trail running, escalada, btt, e outros tipos de expedições para os mais aventureiros. Em alternativa, de maior interesse histórico e geográfico, um passeio às serras de Valongo (Serra de Pias, Serra de Santa Justa, Serra de Valongo..), e às suas aldeias "esquecidas" (ex: Aldeia de Couce), pequenos povoados com construções antigas e em pedra, que em outro século já foram ocupadas pelos romanos.

Distância: 17,4 km

Tempo estimado de viagem: 21 minutos

Santa Maria da Feira

Conhecida por muitos pela Viagem Medieval de Santa Maria, pelo Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua e a Terra dos Sonhos, três eventos culturais de referência no Norte de Portugal, Santa Maria da Feira é, sem sombra de dúvida, uma espécie de "palco de experiências" que desafia os seus visitantes a ser parte integrante do elenco.

Com ruas repletas de histórias e de memórias, nas quais se encontra um dos mais imponentes castelos de Portugal, Santa Maria da Feira combina a proximidade dos centros urbanos com a tranquilidade de uma cidade mais tradicional. Recomendamos vivamente uma visita aos seguintes espaços: Museu do Papel, Museu Convento dos Lóios, Museu de Santa Maria de Lamas.

Distância: 32 km

Tempo estimado de viagem: 26 minutos

Penafiel

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Diz-se que Penafiel está entre o Douro e o Minho. Em outros tempos, por aqui já passaram algumas das mais importantes vias de comunicação. Terrestres e fluviais. Na verdade, deixando a história de parte, os seus contornos geográficos parecem ter sido desenhados à mão para quem procura um escape que reúna, pelo menos, uma destas três palavras: aventura, desporto e lazer.

Percorrer os trilhos da Brenha, da Serra da Boneca ou das aldeias preservadas de Cabroelo e Quintandona a pé ou em todo o terreno são só algumas das opções. Mas há mais. Espalhados por todo o concelho, existem locais com paisagens naturais únicas (Parque da Cidade de Penafiel, Miradouro de Sebolido e Miradouro do Jardim de S. Pedro) que merecem uma paragem. No final, não te esqueças de passar por uma das adegas ou casas de pasto tradicionais da cidade.

Distância: 40.5 km

Tempo estimado de viagem: 32 minutos

Nota: As distâncias e tempos estimados de viagem foram calculados com base no Google Maps. Local de partida: Centro do Porto.