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Restaurantes e Tascas

5 perguntas que deves fazer para saber se entraste na tasca certa

Entrar no sítio certo é mais difícil do que se imagina. A teoria do "siga as pessoas"  pode nem sempre funcionar a nosso favor. Afinal de contas, todas essas pessoas que estaremos a seguir podem estar erradas.  Na verdade, escolher a tasca certa pode ser literalmente um desafio. Quais os motivos? Falta de informação, localizações menos acessíveis... e por ai adiante.

Ao contrário dos restaurantes, não oferecem, à primeira vista, uma garantia de qualidade. Também não aparecem com tanta frequência nos guias turísticos mais conhecidos. É mais provável que saibas mais sobre as principais tascas locais em blogues ou outras publicações online regionais. Já para não falar que muitas vezes estão "escondidas" dos olhares mais curiosos.

Preconceitos, suposições, teorias e medos à parte, a verdade é que muitas vezes estas tascas são o ponto alto da viagem de quem procura conhecer pratos autênticos, tradicionais e verdadeiramente representativos de uma região. Desculpem-nos os restaurantes, mas hoje vamos explicar quais são as 5 perguntas que deves fazer para saber se entraste na tasca certa.

1 - Todas as tascas são normalmente conhecidas por terem uma ou mais especialidades. Portanto, a primeira pergunta deve ser: Qual é a especialidade da casa?

Procura saber quais são os pratos pelos quais são conhecidas as tascas da região. Se já estiveres à porta de uma, tens duas opções: uma consulta rápida no teu smartphone ou, se não tiveres vergonha de o fazer, parar alguém na rua e perguntar. Não custa nada (são só alguns minutos do teu dia), e pode salvar-te de uma experiência.. menos agradável.

2 - Tem lugares sentados? Servem ao balcão? É preciso fazer uma reserva? Posso aparecer sem aviso prévio e vou conseguir almoçar/jantar?

Várias perguntas que se transformam numa só. Pode não ter lugares sentados. O serviço pode ser feito ao balcão. Talvez exijam que seja feita uma reserva. Ou então é à antiga e senta quem chegar primeiro. É um dilema, porque muitas vezes as melhores experiência surgem sem qualquer tipo de planeamento (do género, passar por uma tasca e, por qualquer motivo que não sabemos explicar, decidir entrar), mas se não quiseres correr riscos, informa-te primeiro.

3 - Qual é o vinho tinto da casa? E o branco? De qual região são?

O vinho da casa pode ser uma peça importante para desvendar a qualidade do serviço ao cliente. Primeiro, porque é sinónimo de preocupação por parte dos responsáveis na escolha dos vinhos que servem, e, em segundo, porque provavelmente o mesmo se passará com a comida. Engane-se quem pensa que uma tasca tem uma obrigação menor do que a de um restaurante na seleção de vinhos. As boas, vão surpreender-te.

4 -Como é a decoração do espaço? Qual é o serviço de loiça que utilizam?

Ninguém está à espera de ver um candelabro de cristal à entrada. Mas há determinados detalhes em que, com mais ou menos atenção, todos reparamos. Tenha traços decorativos mais contemporâneos ou mais rústicos, seja a loiça mais ou menos antiga, uma coisa é certa: as tascas têm a capacidade de nos fazer sentir em casa. E, em casa, independentemente do grau de exigência, há coisas das quais não abdicamos. 

5 - Chegas à porta de uma tasca que (ainda) não conheces. As pessoas estão sozinhas ou acompanhadas?

Quando a experiência é boa, não demoramos muito tempo até partilhá-la com amigos. Embora esta não seja uma condição sine qua non, em caso de dúvida, pode servir para desempatar. Não precisas de ficar a observar do exterior todas as pessoas que estão dentro da tasca. Basta uma passagem de relance para ficares com uma pequena ideia do ambiente no seu interior.